Ao longo da história do pensamento ocidental, os sete pecados capitais foram compreendidos como disposições da alma que podem desorganizar a vida psíquica e as relações humanas. Mais do que simples faltas morais, eles representam dinâmicas profundas da psique, ligadas às paixões, aos desejos e aos conflitos que habitam o ser humano.
A partir da perspectiva da psicologia analítica de C. G. Jung, essas emoções e impulsos podem ser compreendidos simbolicamente como expressões da sombra, revelando aspectos inconscientes que, quando não reconhecidos, tendem a se manifestar de forma compulsiva ou destrutiva. No entanto, quando se tornam conscientes, podem abrir caminhos para autoconhecimento, transformação e ampliação da consciência.
Este encontro reúne analistas e pesquisadores para refletir sobre cada um dos sete pecados capitais — inveja, gula, ira, avareza, preguiça, luxúria e soberba — explorando seus significados psicológicos, simbólicos e culturais, bem como seu papel nos processos de desenvolvimento da personalidade.
Coordenação: Profa. Dra. Denise G. Ramos