Seminário eXtremidades Outras Piracemas: diálogos artístico- teóricos contra a corrente

Seminário eXtremidades Outras Piracemas: diálogos artístico- teóricos contra a corrente

presencial Pontifícia Universidade Católica de São Paulo - Rua Ministro Godoi, 969 - 3º andar - Auditório 333 - Perdizes, São Paulo - SP, Brasil - São Paulo - São Paulo - Brasil

O evento já encerrou

finalizado

Sobre o Seminário eXtremidades Outras Piracemas: diálogos artístico-teóricos contra a corrente

Programação gratuita promove reflexões e debates sobre a experiência contemporânea assim como pré-lançamento do livro Extremidades: Experimentos Críticos 2; encontros acontecem dias 22 e 23 de novembro.

São Paulo, novembro de 2022 - O Grupo de Pesquisa eXtremidades: redes audiovisuais, cinema, performance, arte contemporânea, coordenado por Christine Mello e Larissa Macêdo, realiza presencialmente o Seminário eXtremidades Outras Piracemas: diálogos artístico-teóricos contra a corrente, na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC- SP), Campus Perdizes (Edifício Bandeira de Melo, rua Ministro Godói, 969, 3º andar, Auditório 333), nos dias 22 e 23 de novembro (terça e quarta-feira).

Tendo como Conselho Científico e de Programação os pesquisadores-artistas Henrique Nogueira Neme (doutorando), Juliana Lewkowicz (mestranda), Lindolfo Roberto Nascimento (mestrando) e Malka Borenstein (mestranda), o seminário integra as atividades do Grupo de Pesquisa eXtremidades: redes audiovisuais, cinema, performance, arte contemporânea, do Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Semiótica (PPGCOS) da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP).

Piracema significa o movimento migratório de peixes no sentido das nascentes dos rios, nadando contra a corrente, rio acima, com fins de reprodução. No presente Seminário eXtremidades Outras Piracemas, os pesquisadores e artistas envolvidos também se posicionam em atitude contra a corrente, no contrafluxo, deslocados das formas hegemônicas de produção de pensamento, com o objetivo estratégico de formularem análises de práticas artísticas-midiáticas que provocam germinações de mundos e ressignificam linguagens contemporâneas. Com estas outras piracemas, o Grupo de Pesquisa eXtremidades celebra cinco anos de existência (2017-2022).

As reflexões e debates a serem apresentados trabalham o tema da diversidade em torno das relações entre comunicação, arte e sociedade, nas tensões entre ética, estética e política, por meio da crítica colonial, do pensamento anticolonial, da perspectiva antirracista, micropolítica, das políticas da subjetivação, dos estudos do meio ambiente e afro-indígenas- brasileiros, no interior das redes audiovisuais, do cinema, da performance e da arte contemporânea, encontrando na abordagem das eXtremidades instrumental de leitura privilegiado para produção de análises e conhecimento.

De caráter nacional, o evento acadêmico conta com o intercâmbio interinstitucional da PUC-SP/PPGCOS com a UNICAMP/Instituto de Artes, UFJF/PPGCOM e a UFSM/PPGArtes Visuais, buscando ativar também conversas e escutas relacionadas ao pré-lançamento do livro Extremidades: Experimentos Críticos 2, produzido pelo grupo de pesquisa e que integra a Coleção eXtremidades, da Estação das Letras e Cores Editora (@estacaodasletrasecores), com direção geral de Kathia Castilho.

O seminário possui doze mesas temáticas divididas entre dois dias (22 e 23 de novembro) com discussões sobre a experiência contemporânea a partir da abordagem das extremidades (Mello, 2008, 2016, 2017, 2019 e 2021), contando sempre com a presença de um mediador responsável pelas mesas, apresentações de convidados sobre os temas propostos e um grupo aberto para trocas, debates e comentários. 

Programação completa 22/11, terça-feira, 13:30 às 21:30

Com um café de entrada e últimas inscrições ás 13:30, no dia 22/11 (terça- feira), a mesa 1 (14hs) abre o encontro, com a presença de Christine Mello e Larissa Macedo (respectivamente líder e vice-líder do Grupo de Pesquisa eXtremidades: redes audiovisuais, cinema, performance e arte contemporânea /www.extremidades.art), Ana Claudia Mei Alves de Oliveira (representando tanto o Programa de Pós Graduação em Comunicação e Semiótica da PUC-SP (COS) como a Linha de Pesquisa Regimes de sentido nos processos comunicacionais) e Priscila Arantes (representando a Faculdade de Filosofia, Comunicação, Letras e Artes da PUC-SP (FAFICLA) e integrante do Conselho Científico da Coleção eXtremidades).

Na mesa 2 (15hs), Nicolau Centola apresenta a "Sonoridades urbanas: a ambiência da escuta. RoomSound Series” é um conjunto de produções de soundart, geradas a partir do tratamento digital de standards da música erudita. Estes arquivos digitais tiveram sua duração aumentada, até atingirem dez horas. Desta forma, o resultado deixa de representar a música original, se transformando em outra estrutura sonora que não é mais música. No limite, é um fluxo sonoro infinito que, em caso de execução em um determinado local, passa a fazer parte deste ambiente.

Na mesa 3 (16hs), Carlos Eduardo Nogueira apresenta: Poéticas do intervalo. Sua tese buscou situar procedimentos artísticos extremos relacionados a` produção de imagens animadas em animação 3D. Dos procedimentos conceituados, existe um que lida especificamente com o agenciamento crítico do elemento precificador do realismo 3D, aquilo que chamamos de intervalos. Trata-se também de um procedimento instigante para sua atuação enquanto artista, tanto pelo caráter estético quanto por seu caráter político. Sua intenção é explorar este procedimento ainda mais profundamente em produções futuras. Utiliza sua produção “Mobios”, de 2015, como corpus de análise deste procedimento.

E Larissa Macêdo apresenta: Arte como encruzilhada: práticas artísticas nas redes sociais. Larissa Macêdo mostrará processos e encruzas da sua pesquisa de doutorado, que buscam produzir uma reflexão sobre as práticas artísticas de mulheres e pessoas de gêneros dissidentes, negras e indígenas brasileiras nas redes sociais, a partir do operador conceitual das encruzilhadas e da abordagem das extremidades.

Na mesa 4 (17hs), a abertura de Cesar Baio (UNICAMP) objetiva apresentar o ACTlab (Grupo de Pesquisas Interdisciplinares em Arte, Ciência e Tecnologias Desviantes), grupo de estudos que ele desenvolve no Instituto de Artes daUNICAMP. Nessa mesa, além de Cesar Baio, contamos com a presença de quatro integrantes do ACTlab:

Ana Rovati apresenta: O (des)aprender cotidiano: experiência artística como provocação em tempos hiperconectados. Diante de um poder hegemônico cujos interesses para sua manutenção atuam não apenas na força de trabalho, mas na captura da força vital humana, indaga-se: como manter corpos, sensibilidades e subjetividades ativas? Como exercitar a criação quando, na versão atual do capitalismo, “é da própria vida que o capital se apropria”? (ROLNIK, 2018, pg. 32). A presente pesquisa se propõe a investigar poeticamente formas de provocar cotidianos, desautomatizar rotinas. Para isso, desenvolveu-se o trabalho artístico “Experienciabilidades”, cuja primeira etapa, composta por “Caderno- sonho” e “Caderno-desabafo”, será apresentada articulando o conceitual ao sensível, a teoria à prática.

Cláudio Melo Filho apresenta: Pode-se criar sensibilizações através do dado científico? Arte, Tecnologia e Ecologia no enfrentamento das mudanças climáticas. O uso de dados científicos por artistas pode contar histórias, descrever paisagens e até´ criar novos ou outros tipos de mundos. Tendo a complexidade da dinâmica que representa o Novo Regime Climático (LATOUR, 2020) e os constantes eventos climáticos extremos presentes em nosso cotidiano, essa comunicação propõe a investigação de ações que conectam arte, ecologia, ciência e tecnologia com o objetivo de ampliar as frentes de ação para mitigar as mudanças climáticas. A extrema complexidade da crise ambiental aponta para uma crise também em relação ao pensamento disciplinar moderno, uma vez que fica evidente a importância de abordagens interdisciplinares para a compreensão do fenômeno. Aqui, a análise desse campo será teórico-prática, a partir de uma investigação em ações e artistas contemporâneos que se debruçam sobre o tema e também por ações práticas recentes dentro do coletivo “KODOS.

Fernanda Oliveira apresenta: Ruínas do visível: políticas implicadas na relação com as imagens na era dos big data. A pesquisa de Fernanda Oliveira busca explorar conceitual e poeticamente o que, em hipótese, a pesquisadora pretende desenvolver como ruínas do visível, um pensamento em construção sobre as consequências culturais do excesso de imagens, bem como investigar o pressuposto de que estamos vivendo em uma sociedade dataficada. Para tanto, o estudo procura identificar modelos de convivência humana com essa escala além da humana da computação e da produção de dados, tomando tais questões como ponto de partida para explorar poéticas ligadas a visualização de dados.

Lígia Villaron apresenta: Queda: estudo para uma vídeo-dança- instalação. A partir da análise de determinados aspectos da relação entre Dança e Audiovisual, a pesquisa pretende avançar para a exploração de novos formatos de produção e exibição de videodanças/danças para a tela, propondo práticas que se aproximam das Artes Visuais.

Na mesa 5 (19hs) haverá uma roda de conversa com autores e autoras do livro 02 da Coleção eXtremidades (Estação das Letras e Cores Editora). Com mediação de Soraya Ferreira (UFJF/PPGCOM e integrante do Conselho Científico da Coleção eXtremidades), a mesa conta com a presença de: Andrea Lombardi, Andreia Oliveira, Felipe Neves, Hermes Renato Hildebrand, Juliana Garzillo, Lucas Lespier e Nathalia Rech.

Fechando o primeiro dia, após a roda de conversa haverá na Mesa 6 (20h30), o Pré-lançamento de livros da Coleção eXtremidades (Estação das Letras e Cores Editora) e de pesquisadores e artistas do grupo.

Programação completa 23/11, quarta-feira, 13:30 às 21:30

Com um café de entrada e últimas inscrições, às 13:30, no dia 23/11 (quarta-feira), a mesa 7 (14hs) abre o encontro do segundo dia do Seminário apresentando Alessandra Bocchio (UFRGS/Instituto de Artes e integrante do Conselho Científico da Coleção eXtremidades) e Mariana Polidoro (UFRGS/Instituto de Artes) com mediação de Christine Mello. Alessandra Bocchio e Marina Polidoro levantarão questões que motivaram o artigo escrito por elas, em coautoria, para o futuro livro 03 da Coleção eXtremidades. As autoras, com seu artigo, visam propor uma reflexão sobre práticas artísticas no contexto pós-digital a partir de uma bibliografia atual sobre o termo e algumas obras e artistas exemplares. Percebe-se que questões motivadas pela disseminação das tecnologias digitais – na arte e na vida cotidiana – passam a estar em trabalhos que não as utilizam como suporte direto. O fenômeno está relacionado a ampliação dos meios tradicionais da arte e à introdução de novos meios na arte. Na produção artística contemporânea ligada à tecnologia, observa-se uma postura crítica em relação às suas implicações sociais, políticas e ambientais.

Na mesa 8 (15hs), Dudu Tsuda apresenta Devir ambiente_devir ma_devir pós-anímico_devir neblina: imanência e interpenetração de realidades. Nesta fala, Dudu pretende aproximar realidades de diferentes localidades geográficas e culturais, a partir da prática comunitária de uma relação espiritualizada com a natureza. Neste sentido, transversaliza modos de vida de povos originários brasileiros às comunidades pesqueiras da região leste do Japão, no intento de avizinhar formas de pensamento imanentes e contra-modernas através do sensível e do sagrado. A partir da contemplação da performance audiovisual Hino Plurinacionale da instalação sonora Boiada, ambas da série A Vida e´ uma Utopia, buscará tangibilizar como tal aproximação se dá poeticamente. Criada para a ocasião da abertura do 30º Congresso Nacional de Pesquisa em Pós-graduação – COMPO´S (realizado na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo / PUC-SP), problematiza a recente empreitada do governo neofascista Bolsonaro em precarizar juridicamente as demarcações de terras indígenas no Brasil.

Na mesa 9 (16hs), Camila dos Santos (UFSM) apresenta Zonas de ações comunicacionais em arte e tecnologia – ZACAT. Trata-se do livro (no prelo), a ser lançado pela Coleção eXtremidades (Estação das Letras e Cores Editora), em 2023, que aborda práticas artísticas comunicacionais de caráter ativista. Diz respeito a ações realizadas na cidade de Santa Maria, Rio Grande do Sul – em ruas, museus, galerias de arte, universidade, escola, redes sociais e espaço de ondas radiofônicas. Com a COVID-19, desloca-se para o Clube Naturista Colina do Sol (CNCS), localizado no município de Taquara, também no Rio Grande do Sul, um lugar não urbanizado e de imersão com o ambiente silvestre. O trabalho envolve performances, instalações, experimentos de áudio, vídeo e de interatividade presencial ou via redes virtuais, em busca de uma visibilidade das micropolíticas cotidianas, com suas memórias, afetos, impulsos de vida formalizados - ou efêmeros - em instantes de encontros.

Nesta mesma mesa 9, Denise Agassi (FASM) apresenta o seu livro (no prelo), a ser lançado pela Coleção eXtremidades (Estação das Letras e Cores Editora), em 2023, que aborda redes físicas e energéticas do corpo, do planeta e do cosmos em suas relações com práticas da arte contemporânea nas redes sociais. O livro é conduzido como um diário de viagem da Boneca Estelar, que foi criada pela autora com o objetivo de mediar encontros com anciões em centros culturais e Lares de Longa Permanência. As práticas artísticas oferecidas pela Boneca auxiliam na regulação e equilíbrio dos fluxos energéticos e orgânicos e favorecem processos de autoconhecimento. Com o livro, tomamos contato tanto com fundamentos da tradição oriental como com contribuições entre arte e medicina oriental para idosos. Nele, é abordado o conceito de Anciana-idade assim como tecnologias ancestrais sob a forma de práticas de cuidados na arte e vida contemporânea. Ao final, o diário de viagem da Boneca Estelar e suas redes energéticas relacionadas à Anciana-idade se interseccionam com o campo das artes visuais, em especial, a net arte.

Na mesa 10 (17hs), Lindolfo Roberto Nascimento apresenta: Não Vão Nos Matar Agora: Corpos políticos negros e suas escritas às margens. A apresentação tratará da relação entre o corpo político na escrita da artista trans negra Jota Mombaça em sua obra "Não Vão Nos Matar Agora" (Cobogó, 2021) em relação às escritas de Carolina Maria de Jesus, Stella do Patrocínio e do próprio Lindolfo Roberto Nascimento, sempre tendo como instrumental de leitura a abordagem das extremidades de Christine Mello.

Nesta mesma mesa 10, Henrique Nogueira Neme apresenta: Presenças fora de campo: planos narrativos e outros nos cinemas do século XXI. A partir de Denise Ferreira da Silva (2019), Nogueira Neme expõe uma reflexão ensaística sobre regimes de presença nas obras Atlantique(Senegal/França, 2019) e Bergma`l(Islândia, 2019), que relacionam espaços do campo e do fora de campo na imagem para provocar experiências estéticas da “não-localidade” (FERREIRA da SILVA, 2019). Desse modo, observa-se procedimentos plásticos outros, imagéticos e sonoros, no território do cinema das salas de exibição e das plataformas de streaming. Pois remam na contracorrente da “causalidade” (FERREIRA da SILVA, 2019) predominante nos caminhos estéticos hegemônicos de ficção no cinema.

A seguir, na mesa 11 (19hs), Malka Borenstein apresenta: Residência-Arte Vai Passar: arte como proposição poética de uma artista. A artista compartilha sua pesquisa, que busca explorar poeticamente o que, em hipótese, pretende desenvolver como residência-arte, um pensamento de uma experimentação artística em construção, sobre uma forma outra de se propor uma residência artística. Para tanto, o estudo procura elaborar, de forma prática e teórica, a residência-arte através de seus atos como uma obra em processo e analisar alguns de seus experimentos.

Na mesma mesa 11, Juliana Lewkowicz apresenta: Decolonialidade e arte, resistência dos povos indígenas. A partir de Nelson Maldonado-Torres, Juliana cria uma relação entre trabalhos de arte indígena contemporânea e a decolonialidade do ser.

Finalizando o segundo e último dia de evento, na Mesa 12 (20h30), ocorrerá uma roda de conversa com o Conselho Editorial eXtremidades, com Christine Mello, Cristiane Bonora Futagawa, Fernanda Oliveira e João Simões. 

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